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Suplemento Alimentar: promessas, cuidados e riscos

Suplemento nutricional ou suplemento alimentar são nutrientes manipulados para pessoas que praticam exercícios físicos. São barrinhas de proteínas, shakes milagrosos e pílulas que além de suprirem o que falta na dieta alimentar da pessoa (vitamina, proteína ou sais minerais) prometem ao usuário melhor desempenho nos exercícios físicos. Comumente confundido com “bomba”, hormônios sintéticos produzidos em laboratório, o suplemento vem ganhando cada vez mais espaço entre as pessoas, principalmente jovens, que sonham ter um corpo escultural.

A facilidade para adquiri-los talvez seja um dos maiores chamativos para os jovens que desejam iniciar uma dieta à base de suplementos. Por indicação de amigos ou instrutores de academias, é possível comprar suplementos que, segundo alguns especialistas, deveriam ser de uso exclusivo de atletas profissionais que gastam mais de 3.000 calorias por dia. Atraídos pela promessa de um corpo perfeito, os jovens se esquecem que muitos dos produtos comprados não apresentam evidências reais do resultado esperado, regulamentação específica dos laboratórios de manipulação ou garantia da inexistência de efeitos colaterais.    
 
Entre os suplementos mais populares e, coincidentemente, um dos mais perigosos, está a efedrina. Responsável pelo afastamento de Maradona na sua última Copa do Mundo, a efedrina é extraída de plantas que contêm Ma Haung e tem mesma estrutura química e efeitos colaterais da anfetamina. A substância, considerada dopping há muitos anos e ilegal no Brasil, é um broncodilatador que aumenta os batimentos cardíacos e provoca liberação de adrenalina. Potes de comprimido vendidos facilmente pela internet são consumidos por jovens não só para malhar, mas também em festas e rotina diária.
 
Os efeitos do uso indiscriminado de suplementos variam de acordo com a substância e a dosagem. No caso de Leonardo, os sintomas sentidos a curto prazo foram estômago sensível, vômito fácil e tremores.  Mas o estudante está exposto a efeitos muito mais severos a longo prazo: irritabilidade constante, mudança de pressão arterial, infarto do miocárdio, derrame, arritmia, convulsões, entre outros. Os sintomas podem ser piores se a substância for associada ao uso de cigarro, drogas e bebidas alcoólicas.
 
No Brasil, o comércio de suplementos alimentares é fiscalizado pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), mas mesmo assim é preciso estar atento a algumas dicas para não comprar produtos ilegais ou se enganar com rótulos que prometem mágicas. Procure um nutricionista ou endocrinologista para saber a dosagem e uso correto do suplemento e certifique-se que o produto comprado é registrado no Ministério da Saúde. E o mais importante de tudo: não se engane com as embalagens que mostram pessoas com físico forte e prometem um corpo sarado em pouco tempo. Suplemento alimentar não faz milagre e deve ser acompanhado de muita malhação e esforço.
 
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